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Epagri/Ciram publica o Zoneamento agroclimático do mirtilo irrigado em Santa Catarina

zone mirtilo

Os pesquisadores Cristina Pandolfo, Wilian da Silva Ricce, Luiz Fernando de Novaes Vianna e Angelo Mendes Massignam publicaram na Revista Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.30, n.1, p.84-88, jan./abr. 2017 o primeiro estudo relacionado ao Zoneamento agroclimático do mirtilo irrigado em Santa Catarina.

O interesse pelo cultivo do mirtilo vem aumentando em Santa Catarina devido às propriedades fitoterápicas e pelo valor obtido na comercialização dos frutos. O objetivo deste trabalho foi realizar o zoneamento agroclimático da cultura do mirtilo irrigado para o estado de Santa Catarina.

Foi realizado levantamento bibliográfico para caracterização da exigência em horas de frio dos cultivares de mirtilo. Os cultivares foram organizados em cinco grupos, conforme exigência em horas de frio e risco de geada: Grupo I (entre 200 e 350 horas de frio); Grupo II (entre 350 e 500 horas de frio); Grupo III (entre 500 e 650 horas de frio); Grupo IV (entre 650 e 800 horas de frio) e Grupo V (acima de 800 horas de frio). Com base nos dados meteorológicos, foram calculadas as horas de frio e a probabilidade de ocorrência de geadas.

Santa Catarina apresenta um grande potencial para o cultivo de mirtilo com baixa e média exigência de horas de frio, pois aproximadamente 32,91% e 16,29% da área do Estado apresentam o total anual de horas de frio entre os valores de 200 e 350 horas e 350 e 500 horas, respectivamente.

O zoneamento agroclimático para a cultura do mirtilo em Santa Catarina evidenciou que existe potencialidade em diversas regiões para o cultivo da espécie, com exceção do Litoral Norte e Sul e de parte do Extremo Oeste.

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