Epagri avança na segunda etapa de modelagem hidrodinâmica para o estudo sobre contaminação microbiológica da água do estuário do rio Camboriú

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A Epagri avançou na segunda etapa da modelagem hidrodinâmica de alta definição do estuário do rio Camboriú, dentro de uma pesquisa que busca avaliar a qualidade da água e seus efeitos nos cultivos de moluscos da região. O objetivo desta etapa é simular a dispersão de contaminantes microbiológicos dentro do estuário do rio Camboriú e da sua enseada.
Nesta etapa, em continuidade a modelagem hidrodinâmica, foi realizada a modelagem de dispersão de contaminantes microbiológicos. As cores na figura representam o aumento da concentração de coliformes termotolerantes na água, sendo que os valores são apresentados em escala logarítmica como Número Mais Provável a cada 100 mL.
“Nesta etapa o objetivo é conseguir que o modelo represente bem a dispersão da contaminação microbiológica da água.” Para isso iremos usar computadores para calcular como esta dispersão ocorreu ao longo de 1 ano para comparar os resultados calculados com as 240 amostras coletadas em campo. Estes cálculos são complexos e exigem que computadores potentes façam os cálculos durante mais de 200 horas”, diz Garbossa.

A modelagem hidrodinâmica permite criar cenários confiáveis para apoiar a tomada de decisões. Com esse modelo, os especialistas são capazes de avaliar o risco de contaminação das áreas de cultivo de moluscos da região. “Podemos responder a perguntas como: se a poluição aumentar, o que acontece no estuário? Se chover muito, até onde a poluição vai se espalhar? Se aumentar o lançamento de esgoto no verão, os cultivos de moluscos estarão comprometidos? Em quais sub-bacias é preciso atuar para reduzir a contaminação em um determinado trecho do estuário?”, exemplifica o pesquisador.

A região do Rio Camboriú, onde se destacam as atividades de turismo, aquicultura e navegação, é um local único para estudos ambientais. O projeto “Estudo da qualidade de água do estuário do rio Camboriú sob influência antrópica e seus efeitos no cultivo de moluscos” foi financiado pelo CNPq. Os próximos passos serão executar mais de 200 horas de simulação para validação e geração de cenários de contaminação por microrganismos. A conclusão do estudo está prevista para este ano, com a publicação de artigos científicos.

Maiores informações podem ser obtidas com Dr. Luis HP Garbossa e Dr. Robson Ventura.

E-mail: luisgarbossa@epagri.sc.gov.br