Ferrugem asiática da soja em Santa Catarina. Avanço importante no monitoramento

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A Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), é uma das principais doenças da cultura da soja no Brasil. Essa doença pode causar a desfolha precoce e atrapalhar a completa formação dos grãos com consequente redução na produtividade. A Epagri desenvolveu uma plataforma de favorabilidade da ferrugem da soja baseado nas condições da temperatura e umidade relativa do ar e a duração do molhamento foliar. As informações são atualizadas diariamente e estão disponíveis na plataforma AGROCONNECT.

Para a ampliação das informações desse monitoramento climático os extensionistas da Epagri Marcelo Henrique Bassani, Eduardo Briese Neujahr, Donato João Noernberg, Silvia Zimmermann e Juliane Garcia Knapik Justen implementaram em parceria com os produtores de soja, com a UNOESC e a equipe de técnicos que atuam no projeto, o monitoramento de esporos da Ferrugem Asiática à campo.

Conforme o extensionista Marcelo, foram instalados 16 coletores de esporos em lavouras de soja com o objetivo de identificar a ocorrência de esporos da ferrugem asiática. Primeiramente instalados na região de Campos Novos e Oeste Catarinense, podendo ser expandido com o estabelecimento de novas parecerias. No vídeo abaixo é possível observar o funcionamento do equipamento de baixo custo.

O coletor de esporos é construído com cano de PVC (100 mm) vazado para que o vento passe por ele. Dentro dele existe lâmina de vidro com cola para que capture o que passar por ali. A cada semana as lâminas são trocadas e essas que estavam no campo vão para laboratório para verificação da existência ou não de esporos da ferrugem da soja.

Em trabalho conjunto dos extensionistas com a equipe da Epagri/Ciram, Wilian da Silva Ricce, Joelma Miszinski e Hamilton Justino Vieira, foi implementada a junção das informações de coleta de esporos à campo e das informações de favorabilidade climática da doença originários dos cálculos com os dados meteorológicos das estações meteorológicas.

Segundo o Pesquisador Wilian, a união das duas informações dá mais segurança aos produtores e pode levar ao manejo mais eficiente da doença, com a utilização mais equilibrada dos defensivos. Essa iniciativa da Epagri, segundo Hamilton, abre as portas para implementar o monitoramento para outras pragas e doenças, como por exemplo moscas da frutas, da Sigatoka da bananeira e tantas outras de importância para Santa Catarina que a Epagri atua na Pesquisa e Extensão.

O monitoramento dos esporos já pode ser visualizado em: https://ciram.epagri.sc.gov.br/agroconnect/, selecionando a Atividade Agropecuária “Soja” no canto esquerdo e já estará ativa a camada “Monitoramento de Esporos” na barra superior. Os dados serão atualizados semanalmente enquanto a cultura estiver em fase suscetível.

Contatos:

Marcelo Henrique Bassani
E-mail: marcelobassani@epagri.sc.gov.br

Eduardo Briese Neujahr
E-mail: edu@epagri.sc.gov.br