Onda de calor e estresse térmico em aves

Na plataforma Agroconnect, disponibilizada pela Epagri/Ciram, é possível observar o nível de estresse térmico nas aves oriundo das altas temperaturas do ar.


Este estresse é medido pelo Índice de calor que é calculado em aproximadamente 200 pontos de monitoramento nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Altas temperaturas do ar combinadas com umidade do ar podem ter efeitos negativos sobre o bem-estar e a saúde dos animais, principalmente em aves mantidas em aviários que, em casos extremos, pode levar à perda de animais.

A Entalpia da atmosfera é calculada e atualizada no sistema Agroconnect à cada hora com dados coletados pelas estações meteorológicas automáticas. Na metodologia, são considerados os dados de temperatura, umidade relativa do ar e pressão atmosférica.

Com altas temperaturas do ar e altas umidades do ar, devido à incapacidade das aves em transpirar, as aves ficam ofegantes e podem morrer em poucas horas. Antes de atingir os valores letais de “Entalpia” as aves são prejudicadas e, portanto, as medidas de prevenção já devem serem iniciadas antecipadamente.


A onda de calor nos últimos dias causado por um bloqueio atmosférico que impede o avanço das frentes frias acima das latitudes de Baía Blanca, na Argentina e Uruguai mantém massas de ar seco e quente sobre o centro e norte da Argentina, Uruguai e Sul do Brasil. Esta situação já está influenciando negativamente a avicultura. No Uruguai essa onda de calor provocou a morte de cerca de 400 mil frangos nos últimos dias. “Isso é absolutamente histórico, nunca ocorreu antes”, indicou Joaquín Fernández, produtor e presidente da Associação de Produtores Avícolas Sur (APAS). https://www.agrolink.com.br/noticias/quase-quinhentas-mil-aves-foram-mortas-pelo-calor-no-uruguai_461162.html


Conforme mostra o gráfico abaixo, em Caibi, Santa Catarina, por exemplo, o risco de estresse considerado muito alto, acima de 72 KJ/Kg de ar, foi observado a partir de 13 de janeiro, com os períodos críticos durante o dia arrefecendo apenas nos períodos noturnos.

As faixas de risco para as aves são calculadas pela unidade física Entalpia da atmosfera.

Os avicultores devem estar atentos com possíveis problemas de energia elétrica que possam interferir nos sistemas de ventilação e resfriamento dos aviários. Em 2014, segundo a https://www.canalrural.com.br/ mais de 200 mil aves morreram devido ao calor na região de Concórdia, em Santa Catarina. As mortes ocorreram pela falta de energia elétrica, que provocou o desligamento dos sistemas de ventilação dos aviários.

Contato:

Hamilton Justino Vieira

E-mail: vieira@epagri.sc.gov.br

Telefone: (48) 3665-5006