Fim de inverno e primavera com pouca chuva e quente em SC

Previsão Climática Trimestral em SC – Agosto, Setembro e Outubro de 2022

Precipitação:

A previsão para o trimestre é de chuva próxima a abaixo da média climatológica, mal distribuída, podendo ocorrer períodos secos. Agosto é o mês com maior chance de valores de chuva próximos a normalidade.

Destaque nesta primavera de 2022, com atuação do fenômeno La Niña, aumenta o risco de eventos extremos com chuva forte e totais elevados em curto intervalo de tempo, temporais com forte atividade elétrica (raios), granizo e ventania. Acompanhe a atualização dos avisos meteorológicos diários, na página da Epagri/Ciram e redes sociais

Climatologia (o que se espera para época do ano):

O inverno típico tem pouca chuva no mês de agosto, com dias secos e ensolarados. O risco de temporal com granizo e ventania ocorre associado à passagem de frentes frias, sistemas de baixa pressão e Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) mais comuns a partir de setembro.

Em agosto a média de chuva sobe um pouco em relação a julho, variando de 110 a 190 mm no Oeste, Meio Oeste e Planalto e de 110 a 150 mm Vale do Itajaí e Litoral. Em setembro e outubro inicia a época de chuvas de primavera, com totais de precipitação mais elevados. Os totais de chuva em setembro variam de 150 a 210 mm no Oeste e Meio Oeste e de 110 a 170 mm nas demais regiões. Em outubro os volumes de chuva são os mais elevados do trimestre e variam de 210 a 280 mm no Oeste e Meio Oeste e de 140 a 180 mm nas demais regiões 

No trimestre os ciclones extratropicais atuam com frequência entre o litoral da Argentina, Uruguai e Sul do Brasil trazendo perigo às embarcações, com ventos fortes e mar agitado, que muitas vezes resultam em ressaca.

Temperatura:

No trimestre a previsão é de temperatura próxima a acima da média climatológica em SC, mais próxima à normalidade em agosto e acima nos meses de setembro e outubro. Isso não significa que o inverno acabou, ainda são esperados episódios de frio com temperatura negativa e formação de geada nas áreas altas do Estado, sobretudo no Planalto Sul. Se o frio chegar associado a umidade, não se descarta a possibilidade de neve. Nevoeiros associados à nebulosidade baixa, com redução de visibilidade, também são esperados para as noites, madrugadas e amanhecer dessa estação.

Temperatura da Superfície do Mar (TSM):

Nos meses de junho e julho de 2022, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Pacífico Equatorial apresentou menor resfriamento na área de monitoramento, em relação aos meses de janeiro a maio, mas a anomalia permanece negativa com valores de -0,5°C a -1,0°C e temperatura mais baixa de -2,0 a -3,0°C próximo à costa do Peru (Niño 1 + 2), como mostra as Figuras 1 e 2. Essa condição está associada à atuação da La Niña, que deve continuar até o fim deste ano. Em julho, a água ficou mais fria (-2,0°C a -3,0°C) no Atlântico Sudoeste próximo à costa do Uruguai e Sul do Brasil, e mais aquecida em áreas afastadas da costa.

Figura 1 – Anomalia da TSM nos oceanos Atlântico e Pacifico, em junho de 2022.

Fonte: IFSC.

Figura 2 – Anomalia da TSM no Pacifico e Atlântico, 01 a 26 de julho de 2022.

Fonte: IFSC.

Elaboração do boletim: Gilsânia Cruz e Marilene de Lima (Meteorologistas)

Previsão do Fórum Climático: EPAGRI/CIRAM, IFSC, CIGERD, UDESC, UFRGS e AGF.