{"id":6600,"date":"2021-02-24T14:52:38","date_gmt":"2021-02-24T17:52:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/?p=6600"},"modified":"2022-11-11T15:51:52","modified_gmt":"2022-11-11T18:51:52","slug":"pesquisa-revela-potencial-catarinense-para-produzir-cafe-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/index.php\/2021\/02\/24\/pesquisa-revela-potencial-catarinense-para-produzir-cafe-especial\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela potencial catarinense para produzir caf\u00e9 especial"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6601\" srcset=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img1.jpg 640w, https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Cultivado em sistemas agroflorestais, o caf\u00e9 catarinense tem apelo ambiental e econ\u00f4mico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 gera\u00e7\u00f5es, cafezais crescem no Leste de Santa Catarina sob a sombra da Mata Atl\u00e2ntica ou de outros cultivos agr\u00edcolas. Um saber-fazer de fam\u00edlias agricultoras que optaram pela conviv\u00eancia harmoniosa da natureza com o cultivo do gr\u00e3o, que vai dar origem a um caf\u00e9 especial, com alto apelo econ\u00f4mico e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo comprovou que o caf\u00e9 ar\u00e1bica variedade mundo novo, produzido sob a sombra de bananais org\u00e2nicos em Araquari, se enquadra como caf\u00e9 especial excelente. A pesquisa foi realizada por profissionais da Epagri em parceria com o Instituto Federal Catarinense (IFC) campus Araquari e com o Instituto Federal do Sul de Minas campus de Machado e concluiu ainda que Santa Catarina possui \u00e1reas com condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas potencialmente aptas para o cultivo de caf\u00e9 ar\u00e1bica especial, considerando a colheita seletiva e adequado processamento p\u00f3s-colheita para explorar a m\u00e1xima qualidade sensorial e evitar defeitos f\u00edsicos nos gr\u00e3os. Por fim, a pesquisa apontou a necessidade de mais estudos, tanto sobre a adaptabilidade ao gr\u00e3o ao litoral catarinense, como do manejo de cultivo e p\u00f3s-colheita. Wilian Ricce e F\u00e1bio Zambonim, pesquisadores da Epagri\/Ciram, delimitaram o mapa com a regi\u00e3o potencialmente apta, de acordo com o clima, para o cultivo de C. ar\u00e1bica em Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nestes resultados iniciais, a Epagri submeteu projeto de pesquisa \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para ampliar o estudo sobre caf\u00e9s especiais no Estado. Os resultados do edital de submiss\u00e3o ainda n\u00e3o foram divulgados pela Fapesc.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos mostrar o potencial que tem o caf\u00e9 especial ar\u00e1bica para a regi\u00e3o litor\u00e2nea de Santa Catarina. Cultivado em sistemas agroflorestais, ele pode ser usado como estrat\u00e9gias de restaura\u00e7\u00e3o e uso econ\u00f4mico de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente nas propriedades rurais familiares\u201d, descreve F\u00e1bio, pesquisador da Epagri. Ele lembra que a expans\u00e3o da cultura no Estado teria apelo ambiental e tamb\u00e9m econ\u00f4mico. \u201cTem muito agricultor familiar indo bem economicamente com essa cultura\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"455\" src=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6602\" srcset=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img2.jpg 640w, https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img2-300x213.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Pesquisadores da Epagri\/Ciram delimitaram mapa com regi\u00e3o potencialmente apta<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><strong>Bandeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cafeicultura j\u00e1 foi uma atividade de express\u00e3o econ\u00f4mica em Santa Catarina. Prova disso \u00e9 a bandeira do Estado, criada em 1895, que traz a imagem de um ramo de caf\u00e9 com frutos. \u201cAs primeiras planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 em Santa Catarina foram estabelecidas no final do s\u00e9culo XVIII e, apesar de sua pequena escala, quando comparada \u00e0s grandes lavouras da regi\u00e3o Sudeste do Brasil, o produto catarinense sempre se destacou pela sua qualidade\u201d, avalia Fernando Prates Bisso, professordo IFC-Campus Araquari e um dos autores do estudo. Ele conta que, frequentemente, os gr\u00e3os colhidos no territ\u00f3rio catarinense eram utilizados para compor e melhorar lotes exportados para mercados mais exigentes, como Uruguai e Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio mudou na d\u00e9cada de 1960, como resultado de uma pol\u00edtica p\u00fablica nacional de erradica\u00e7\u00e3o de cafezais para regula\u00e7\u00e3o dos estoques mundiais do gr\u00e3o. A partir da\u00ed a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no Leste catarinense migrou do status comercial para uma cultura de subsist\u00eancia. No entanto, levantamento realizado pelo IBGE em 2017 mostrou que pequenos cultivos isolados se mantiveram em 15 munic\u00edpios de Sul a Norte da costa catarinense, evidenciando a adaptabilidade da cultura \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima e relevo da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de produ\u00e7\u00e3o e de colheita adotado na regi\u00e3o produtora de caf\u00e9 no Estado foi o diferencial que garantiu a qualidade do produto catarinense quando era produzido em escala comercial. Os pesquisadores explicam que, cultivado preferencialmente sob a sombra de esp\u00e9cies arb\u00f3reas da Floresta Atl\u00e2ntica, o caf\u00e9 ar\u00e1bica se adaptou e se desenvolveu muito bem no litoral do Estado. Por outro lado, a colheita dos frutos, realizada predominantemente de forma seletiva e escalonada ao longo da safra, garantia que os frutos fossem coletados no ponto ideal de matura\u00e7\u00e3o, atividade trabalhosa e onerosa, por\u00e9m vi\u00e1vel no contexto t\u00edpico das propriedades rurais familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 em regi\u00f5es de plan\u00edcies costeiras, vales e encostas de morros do litoral de Santa Catarina em sistemas sombreados por esp\u00e9cies arb\u00f3reas nativas, bananeiras e palmeiras ju\u00e7ara chamou a aten\u00e7\u00e3o do professor Fernando assim que chegou ao Estado. \u201cInicialmente, fiquei curioso sobre qual seria o significado de um ramo de caf\u00e9 na bandeira\u201d, conta o professor. Em seus estudos, iniciados em 2013, ele percebeu que existe uma rica tradi\u00e7\u00e3o cultural que resiste ao tempo em in\u00fameras fam\u00edlias de agricultores que ainda cultivam o caf\u00e9 para sua subsist\u00eancia, preservando os h\u00e1bitos e o conhecimento tradicional de seus antepassados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Extens\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aspectos de mercado de caf\u00e9s especiais e do sistema produtivo agroflorestal que o caracteriza em Santa Catarina despertaram o interesse da pesquisa agropecu\u00e1ria, da extens\u00e3o rural, de gestores p\u00fablicos, de produtores rurais e da iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Major Gercino, munic\u00edpio da Grande Florian\u00f3polis, o extensionista da Epagri, Remy Narciso Sim\u00e3o, iniciou um trabalho em parceria com o agricultor Amauri Batisti na implanta\u00e7\u00e3o de 1,8 hectare de caf\u00e9s ar\u00e1bica das variedades Icatu, Tupi e tamb\u00e9m de plantas formadas com sementes de cafezeiros tradicionais da regi\u00e3o. O extensionista aposta que a cultura do caf\u00e9, que faz parte da tradi\u00e7\u00e3o dos agricultores do Vale do Rio Tijucas, pode ser uma importante fonte de renda associada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da cobertura florestal existente no munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>No litoral Norte do Estado, no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco do Sul, o extensionista da Epagri Claudio Souza observa que, na comunidade da Vila da Gloria, os cafezais s\u00e3o cultivados sob cobertura de \u00e1rvores nativas. Segundo Claudio, apesar da produtividade n\u00e3o ser considerada alta, os valores obtidos com a comercializa\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 torrado e mo\u00eddo pelos agricultores diretamente aos consumidores tornam a atividade importante fonte de renda complementar \u00e0s propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p>No munic\u00edpio do Jos\u00e9 Boiteux, no Alto Vale, o jovem agricultor Matheus Eliaser Lunelli recebeu orienta\u00e7\u00e3o da extensionista da Epagri, Deborah Ingrid de Souza, para aderir \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no sistema agroflorestal. Mas quem deu a ideia foi o av\u00f4 do Matheus. \u201cO pai dele tinha caf\u00e9 plantado e produzia muito bem na nossa propriedade\u201d, conta o agricultor, que recentemente implantou 150 p\u00e9s numa \u00e1rea de 600 metros quadrados. Ele se diz muito satisfeito com os resultados obtidos at\u00e9 o momento: \u201cd\u00e1 para ver que todas as plantas est\u00e3o se adaptando muito bem ao sistema e est\u00e3o todas bem sadias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Deborah conta que a escolha do caf\u00e9 para montar o sistema agroflorestal na propriedade de Matheus resgata a cultura e o potencial do Alto Vale para esse cultivo, dada suas caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas e de clima. Segundo ela, o gr\u00e3o produzido em sistema agroflorestal se aproxima das condi\u00e7\u00f5es originais do caf\u00e9, que \u00e9 uma planta de sub-bosque, ou seja, se desenvolve na companhia e \u00e0 sombra de outras esp\u00e9cies, o que proporciona ao fruto final uma composi\u00e7\u00e3o mais interessante, com mais a\u00e7\u00facares e outros elementos diferenciados. A extensionista acredita que, apesar de o cultivo na propriedade de Matheus ter apenas quatro meses, vai dar certo, com a primeira colheita a ser realizada em dois anos. \u201cO grande desafio vem depois, o beneficiamento do gr\u00e3o\u201d, afirma. A inten\u00e7\u00e3o de Deborah \u00e9 de que essa cultura agr\u00edcola volte a compor o mosaico das propriedades rurais familiares do Alto Vale, n\u00e3o s\u00f3 como resgate de uma tradi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como uma nova alternativa de renda para os agricultores locais. Ela tamb\u00e9m destaca o aspecto ambiental, j\u00e1 que o sistema \u00e9 agroecol\u00f3gico, ou seja, n\u00e3o usa agrot\u00f3xicos e adubos qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Itapema, iniciativas interessantes do cultivo agroflorestal de caf\u00e9 t\u00eam garantido a renda de produtores rurais familiares. Os agricultores Selmo Manoel Santos e seu genro Renato Alberto de Souza, integrantes do Grupo Ecol\u00f3gico Costa Esmeralda, cultivam cerca de 600 plantas de caf\u00e9 em sistema agroflorestal consorciado com banana. A produ\u00e7\u00e3o possui certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica pela Rede Ecovida. Inseridas em reserva de Mata Atl\u00e2ntica e sob influ\u00eancia da brisa mar\u00edtima, as plantas desenvolvem-se em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de microclima, que influenciam e conferem uma identidade pr\u00f3pria na qualidade dos gr\u00e3os e da bebida. Todo o caf\u00e9 produzido \u00e9 beneficiado pelos pr\u00f3prios produtores, que assim agregam valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o comercializada na feira de org\u00e2nicos do munic\u00edpio. A fam\u00edlia vivencia o seu cultivo h\u00e1 muito tempo, sendo uma das pioneiras na regi\u00e3o. Renato relata com tristeza a derrubada dos cafezais que ocorreu na regi\u00e3o na d\u00e9cada de 1960. Entretanto, h\u00e1 cerca de 15 anos a fam\u00edlia retomou progressivamente o cultivo comercial do caf\u00e9 e agora renova o seu pioneirismo como refer\u00eancia na cafeicultura regional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resgate<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Bananicultores de Corup\u00e1 (Asbanco), idealizadora do projeto de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) de Denomina\u00e7\u00e3o de Origem (DO), da Regi\u00e3o de Corup\u00e1 como produtora da Banana Mais Doce do Brasil, agora vislumbra o potencial econ\u00f4mico de caf\u00e9s especiais, sombreado pelas lavouras de banana, principal atividade econ\u00f4mica do munic\u00edpio. \u201cCorup\u00e1 \u00e9 uma regi\u00e3o rica em hist\u00f3ria e nossos agricultores mant\u00e9m a tradi\u00e7\u00e3o do cultivo de caf\u00e9 para consumo da fam\u00edlia h\u00e1 mais de 80 anos. N\u00e3o imagin\u00e1vamos que nosso caf\u00e9 teria os atributos e seria classificado como caf\u00e9 especial, o que muito nos orgulha\u201d, comenta Eliane M\u00fcller, diretora administrativa da Asbanco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"538\" height=\"640\" src=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6603\" srcset=\"https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img3.png 538w, https:\/\/ciram.epagri.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/not_fabio_240221_img3-252x300.png 252w\" sizes=\"(max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><figcaption>Em Corup\u00e1, os cafezais crescem \u00e0 sombra das bananeiras<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>O agricultor Guido Tandeck, primeiro em Corup\u00e1 a participar do projeto de resgate da cafeicultura desenvolvido pelo IFC-Araquari, relata que em sua casa nunca se comprou caf\u00e9 no mercado, sempre se consumiu a produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. \u201cDepois de colher, secamos os gr\u00e3os no s\u00f3t\u00e3o da casa e deixamos descansar por um ano para depois torrar e moer, tradi\u00e7\u00e3o que aprendi com meus pais e hoje repasso para meu filho. Nunca imaginei que poderia ser especial, para n\u00f3s era s\u00f3 caf\u00e9\u201d, relata admirado.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de resgate da cafeicultura catarinense conta com a colabora\u00e7\u00e3o de Leandro Carlos Paiva, renomado mestre em torra e barista, professor titular de agroind\u00fastria e qualidade do caf\u00e9 do IF Sul de Minas \u2013 Campus Machado e Diretor do Polo de Inova\u00e7\u00e3o Agroind\u00fastria do Caf\u00e9. \u201cSanta Catarina \u00e9 privilegiada por uma latitude que, para quem entende de caf\u00e9s especiais, n\u00e3o oferece a necessidade de ter suas lavouras em altitude, para que o caf\u00e9 apresente qualidade diferenciada. Seu clima \u00fanico favorece a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s diferenciados no mundo. O que falta \u00e9 um estudo sobre esses efeitos, para descobrir como e quanto \u00e9 especial o caf\u00e9 catarinense\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados iniciais do estudo com amostras de caf\u00e9s de Santa Catarina foram bastante promissores, com algumas chegando a obter pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos descritores superior a 85 pontos, revelando caf\u00e9s especiais de qualidade excelente, de acordo com a escala de classifica\u00e7\u00e3o da SCAA-Specialty Coffee Association of America. Amostras recentes de caf\u00e9 procedentes de v\u00e1rios munic\u00edpios, como Araquari, Itapema e Corup\u00e1, e que foram beneficiadas pelos pr\u00f3prios agricultores, seguindo seus pr\u00f3prios m\u00e9todos familiares tradicionais, tamb\u00e9m revelaram pontua\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s especiais de muito boa qualidade, entre 81 e 84,17 pontos. \u201cDependendo da proced\u00eancia da amostra e seus atributos sensoriais, os descritores encontraram diferentes caracter\u00edsticas de aroma e sabor entre os caf\u00e9s catarinenses, entre elas: caramelo, chocolate, doce, \u00e1cido c\u00edtrico, frutado e verde, o que confirma a diversidade da cultura em SC e que confere com a identidade \u00fanica de cada caf\u00e9 especial\u201d, finaliza satisfeito o professor Fernando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>F\u00e1bio Zambonim, pesquisador da Epagri, pelo fone (48) 99900-1986<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 gera\u00e7\u00f5es, cafezais crescem no Leste de Santa Catarina sob a sombra da Mata Atl\u00e2ntica ou de outros cultivos agr\u00edcolas. 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