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Preciosos polinizadores
A contabilidade sobre o valor da ação dos polinizadores na agricultura atinge um valor de 1.200 bilhões de Euros por ano. Este cálculo foi feito pelo Prof. Dr. Nicola Gallai da Escola Nacional de Agricultura de Toulouse na França durante uma palestra na Conferência Internacional de apicultura em Berlin. Sem os insetos polinizadores nos campos de produção agrícola estima uma perda de 14,7%. Neste contexto o país mais dependente seria os Estados Unidos da América. Se os insetos polinizadores diminuírem sua população ou forem extintos, o preço dos alimentos se elevariam sobremaneira. As frutas teriam uma elevação no preço na casa dos 50%, na horticultura 30% e "temperos" 300%. Com isto os Europeus seriam os mais atingidos. Gallai esclarece que a diminuição dos polinizadores não teria influência na produção do arroz, milho e trigo pois, em grande parte, o vento seria responsável pela polinização. Portanto teria uma forte redução na oferta de frutas, nozes e produtos da horticultura.
Fonte: Deutsches Bienen Journal N°5 de 2017 Pag. 5

Rotten
A Netflix disponibilizou vídeo de uma série abordando problemas em algumas cadeias produtivas na agricultura. Uma delas refere-se à cadeia produtiva do mel. Esta série está sob a denominação ROTTEN. Além da cadeia do mel existem outras abordagens. Independente da veracidade ou julgamento do conteúdo é uma informação que está nas redes sociais e sendo acessada e assistida por inúmeras pessoas. O Apis on-line atendendo o seu objetivo de divulgar informações interessantes, atuais e de interesse divulga então este lançamento da série ROTTEN. Netflix - Rotten.


Mel brasileiro é eleito o melhor do mundo em concurso internacional
Ao todo, quase mil candidatos disputaram a competição da federação internacional de apicultores, na Turquia; mel nacional ficou com o ouro nas duas principais categorias. O melhor mel do mundo é brasileiro e vem da região Sul, mais especificamente de Santa Catarina. O reconhecimento é da Associação Internacional das Federações de Apicultores (Apimondia), que premiou o produto da empresa catarinense Prodapys, de Araranguá, com a medalha de ouro nas duas principais categorias do 45º concurso da entidade, realizado de 29 de setembro a 4 de outubro, em Istambul, na Turquia. Leia mais...
Fonte:Gazeta do Povo

MPSC abre nova frente em defesa da apicultura
Aconteceu no último dia 2 de junho uma reunião do FCCLAT-Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos. O Fórum, criado em 2015, é uma iniciativa do MIPSC-Ministério Público de Santa Catarina, MPF - Ministério Público Federal e MPT-Ministério Público do Trabalho. Ele é coordenado pela promotora de justiça Greicia M. da Rosa Souza e, segundo ela, tem como objetivo o debate para formulação de propostas, discussão e fiscalização de políticas públicas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos na saúde da população. As abelhas, como polinizadores, têm papel fundamental na produção dos alimentos, mas estudos apontam que os agrotóxicos estão dizimando-as e colocando essa produção em risco. Na reunião foram discutidas as conseqüências do desaparecimento das abelhas no Brasil, medidas para combater as causas do problema e uma palestra da prof Generosa S. Ribeiro, coordenadora do Lab. de Apicultura e Meliponicultura da UESB-Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Para Nésio Fernandes de Medeiros, presidente da FAASC, "a atuação do FCCIAT é muito bem vinda, pois é mais uma frente em defesa da apicultura".
Fonte: Revista ZumZum 36221.

Perdas de Colmeias na Europa 2015/2016
Na Alemanha a perda de colmeias em 2015/16 foram pequenas. O restante dos países europeus também seguiu este padrão. Na Europa em média somente 12% não sobreviveram. No ano anterior eram 17,4% de perdas. A Irlanda e a Irlanda do Norte foram os países que apresentaram maiores perdas, 30% seguidos pela Espanha 22%. Responsável pelas perdas, acreditam os especialistas foram as temperaturas abaixo do normal. Os países com menor perda foram a República Tcheca, 6,4% seguidos pela Áustria, Macedônia e Eslováquia. Ao todo, participaram deste levantamento 18.693 Apicultores de 29 Países abrangendo 400.000,00 colmeias.
Fonte: Die Deutsches Bienen Journal 10/16 pag. 13. 2016.

Varroa na Finlandia
Com a expansão da Varroa pelo mundo, ela chegou também à Finlândia. No início dos anos 80 ela foi observada pela primeira vez no sul do país. Na ocasião espera-se que pelas baixas temperaturas do país ela não conseguiria se reproduzir. Infelizmente constataram não ser realidade. Como em toda Europa, lá também se tornou a principal praga da apicultura. No noroeste da Europa onde as temperaturas são mais baixas e o período de pausa na reprodução é mais longa ocorrem perdas menores. Em média as perdas as perdas estão ao redor de 15% não muito superior às perdas da Alemanha. No inverno de 2013/14 e 2014/15 as perdas foram de 8% e 12 % respectivamente. Para combater a Varroa eles utilizam no final do verão ácido fórmico ou Thymol. No inverno ácido oxálico. Anteriormente era utilizado Apistan ou Bayvarol ou ainda Perizin. Em função do aumento da resistência aos produtos e a influência deles sobre a cera dos favos estes tratamentos foram sendo abandonados.
Fonte: Die Deutsches Bienen Journal 10/16 pag. 51. 2016.

Danos colaterais
Nos Estados Unidos na Carolina do Sul, em agosto de 2016 morreram 46 colmeias devido o combate ao Zikavirus. Foi pulverizado inseticida com auxílio de avião para o combate ao Aedes. O inseticida era fatal também para as abelhas.
Fonte: Die Deutsches Bienen Journal 10/16 pag. 5. 2016

Apicultura na Áustria
A apicultura na Áustria tem uma longa tradição. A rainha Maria Tereza reconheceu a grande importância da apicultura e fundou em 1769 em Viena, a primeira escola de apicultura da Áustria. Em 1775 institui as normas de proteção à apicultura. Em 1924 foi fundada a Federação Nacional de Apicultura. Existem 25.000 membros "sócios", com tendência de aumento. Seus membros são organizados em nove regionais com 930 associações. Existem relacionados em torno de 300.000 colmeias sendo em média 12 colmeias por apicultor. A produção anual é de cerca 5.000 toneladas. Existem 170 técnicos que são responsáveis pela formação e orientação técnica dos apicultores e percorrem as regiões para realizar a extensão rural.
Fonte: Die Deutsches Bienen Journal 11/16 pag. 52. 2016.

Vespa Asiática na Inglaterra
A vespa asiática, Vespa velutina, foi observada pela primeira vez na Inglaterra. Em setembro/2016 foi encontrada uma vespa morta nas proximidades de Tetbury, Gloucestershire. "As colmeias do príncipe Charles estão em perigo" relata o jornal "The Telegraph". O local onde ela foi encontrada está há poucos quilômetros da propriedade privada dos herdeiros do trono da Inglaterra. As autoridades locais reagiram alarmados e implantaram uma zona tampão de vigilância. Nesta zona foram encontrados dois enxames e destruídos. A vespa é originária do sudoeste da Ásia e entrou na Europa em 2005 por Bordô na França, de onde se espalhou pela região. Na Alemanha ela foi observada pela primeira vez em 2014. Ela não é perigosa para seres humanos mas pode atacar colmeias. Na Alemanha não foi relatado nenhum caso de perdas de colmeias em função dela.
Fonte: Die Deutsches Bienen Journal 11/16 pag. 05. 2016