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Técnicos discutem critérios para delimitação da área da IG dos vinhos finos de altitude

IG Vinho

Técnicos da Epagri apresentaram nesta sexta-feira, 24, o estudo técnico da delimitação da área de abrangência para criação da Indicação Geográfica (IG) dos vinhos finos de altitude de Santa Catarina. A reunião, que aconteceu na sede da Empresa, em Florianópolis, envolveu dirigentes da Epagri; o representante da UFSC, professor Aparecido Silva; a escritora e historiadora Christina Baumgarten, contratada pelo Sebrae para redigir o livro com a história do produto; e o representante do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) para IGs em Santa Catarina, Ricardo Bernardes.

A Indicação Geográfica (IG) é uma forma de valorização do produto de uma região ou território. A champanhe é um exemplo clássico de IG, pois só podem usar essa marca os vinhos espumantes produzidos em determinada região da França.

A Epagri está envolvida com os vinhos finos de altitude desde pelo menos 2009, quando tiveram início os estudos para criação da marca. Durante 2017 já foram realizadas diversas atividade relacionadas à busca da IG, como reuniões, workshops, curso e saídas a campo.

Os participantes da reunião de sexta-feira conheceram os diversos critérios técnicos (clima, solo, hidrografia, divisão política etc) que unificam a região e podem auxiliar a definir os limites geográficos da IG dos vinhos altitude. Em breve esses critérios e as diferentes propostas de delimitações serão apresentados aos membros da Vinho de Altitude Produtores Associados de Santa Catarina, que é a entidade demandadora da criação da Indicação. Caberá aos vitivinicultores filiados à Associação a palavra final sobre a delimitação ideal da área, com base nos critérios técnicos apresentados no estudo.

O representante do MAPA ficou satisfeito com a profundidade dos estudos apresentados e mostrou otimismo em relação à concessão da IG dos Vinhos Finos de Altitude. “Existe um potencial concreto, creio que o processo vai transcorrer sem maiores problemas”, avalia.

Erva-mate

Ricardo também falou sobre o processo de IG da erva-mate do Planalto Norte. No dia 21 de novembro a Epagri realizou um simpósio em Canoinhas para sensibilizar a sociedade para a importância da concessão da certificação. “É uma cadeia produtiva promissora, que tem enorme potencial para ter a indicação, pois é um produto que tem história, reputação e atributos físicos singulares e diferenciados”, analisa. No evento do dia 21 ele também percebeu otimismo e engajamento da cadeia produtiva em torno da ideia.

O representante do Mapa espera que o pedido de IG para a erva-mate do Planalto Norte chegue ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) até meados do ano que vem. Esse é o órgão responsável por decidir pela concessão ou não da IG. A expectativa de Ricardo é de que o pedido tramite rapidamente no INPI, a exemplo do que aconteceu com a IG da erva-mate de São Mateus, no Paraná. Isso porque o produto tem uma profunda e bem documentada relação com a história e a cultura da região.

IG Vinho reunio